segunda-feira, 16 de julho de 2007

Mídias externas em São Paulo.


Era uma terça feira, dia 26 de Setembro de 2006, quando a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de lei que declara a extinção dos outdoors e painéis eletrônicos da cidade. Estavam presentes quarenta e seis vereadores, a lei teve sua aprovação quase unânime, tendo apenas o vereador Dalton Silvano (PSDB) contra.

Havia cerca de 4.500 anúncios regulares e 15 mil irregulares, com uma arrecadação de R$ 3 milhões por ano para a cidade. O prefeito disse abrir mão da receita em beneficio da aparência da cidade.

Todos devem lembrar a repercussão disso na época, caso contrario não é difícil de imaginar. Os que perdiam com isso eram contra e o restante a favor... [: D]

Já hoje, São Paulo é sem duvida a capital da mídia alternativa do Brasil. Afinal os publicitários tiveram que arranjar um jeito de chegar ao publico, antes atingidos pelas mídias externas. Dor de cabeça para os publicitários e um show de criatividade nas ruas.

Como exemplo tem pizzarias que, na tele-entrega, a embalagem vem com propaganda da locadora do bairro. O metro é fantasiado de garrafa de refrigerante. Na livraria você poderá assistir, numa TV de plasma, as promoções do dia da escola de inglês. Já ao entrar no estacionamento do shopping a maquina que entrega o tíquete tosse, para fazer propaganda de xarope, esse ultimo desenvolvido pela Leo Burnett foi premiado no festival de Cannes.

Entre outras soluções que tanto embelezam a cidade, como repercutem em vendas. E claro o negocio das mídias alternativas só aumenta, Pedro Henrique Rovai, da Jokerman, disse que os negócios cresceram 35% no primeiro semestre. Já na cidade essas mídias cresceram 30% do inicio do ano até agora.

Sou contra qualquer tipo de proibição, mas temos de concordar que em muitos casos ela estimula a criatividade. Como não moro em São Paulo, não posso dizer nem que melhorou nem que piorou a cidade, a única coisa que posso dizer é que aqui em Porto Alegre os outdoors não sujam a cidade nem 10% do que as propagandas políticas em época de eleição. As quais não foram proibidas em Sampa como as restantes mídias externas.

Fontes: Gazeta on-line, Folha on-line.


abraços...

Um comentário:

Anônimo disse...

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